- Era isto, não era? Acho que era mesmo isto que imaginava quando me imaginava com uma vida adulta aqui. Talvez não fosse exatamente isto. Duvido que imaginasse como é chato pagar contas e organizar a vida para levar o carro ao mecânico. Mas era algo parecido com isto.
- Há uns tempos li um artigo que defendia que o quiet quitting era uma proteção contra o burnout, por ser uma estratégia em que o foco está naquelas horas e nada mais do que isso. Claro que o foco fica no horário normal porque há uma desistência de tentar dar mais a algo que claramente nos dá menos, mas não deixa de ser curioso pensar em quiet quitting quando já se teve um burnout…
- Às vezes, queria não gostar de futebol. Achar que é um desporto da treta, não ficar chateada com resultados negativos, ignorar quem joga ou não. Infelizmente, até gosto de futebol, sei quem joga, fico chateada com resultados. Pronto, se calhar é melhor não ver muito futebol…
- O Harry, na entrevista ao Zane Lowe, diz que teve de pensar se continuava a fazer música porque era algo de que gostava ou se continuava porque sempre tinha feito música. Andamos todos a pensar e repensar a nossa arte, não andamos?
- Do nada, convidar um amigo para ir tomar café de manhã cedo e lembrar-me constantemente de que também são estas as coisas boas de trabalhar em casa e ter alguma flexibilidade de horário.
- Tirei o aparelho, tirei o aparelho, tirei o aparelho, tirei o aparelho!!! Hoje é só isto mesmo.
- Alguém pode perguntar ao Rui Reininho se ele se escondia na Bellevue porque é na Boavista que há as camélias mais bonitas da cidade?
- Aceitar um convite profissional enquanto blogger, mil anos depois, quando já nem se usa ser blogger… às vezes é mais ir à descoberta, mesmo.
- Queria ter algo a dizer todos os dias, mas há um motivo para eu nunca ter sido muito boa a manter diários…
- Pronto, admito. Não tenho coisas a dizer todos os dias.
- O discurso do Presidente da República sobre o Porto, that’s it, é tudo o que tenho a dizer hoje. Que discurso bonito! Espero que quem escreve os discursos dele tenha um bom salário.
- Isto podia ser um post motivacional do LinkedIn, mas realmente poder ir trabalhar para um café no centro comercial enquanto se leva o carro à revisão faz muito pelo equilíbrio trabalho/resto da vida. E é por isso que, cada vez mais, vamos encontrar pessoas exigentes em relação àquilo que as empresas oferecem para lá do salário.
- Se tenciono comer esparguete todas as semanas porque passei meses sem conseguir comer por causa do aparelho? Oh, sim, é bem possível que sim.
- O Ponto 2 é, sem dúvida, um dos meus cafés preferidos no Porto. Melhor de manhã, ótimo em dias de sol para aproveitar a esplanada, sempre bom para provar um bolinho. Fica a dica. Mas não a partilhem muito. Gosto dele mais tranquilo.
- D’A escrita como uma faca, de Annie Ernaux: «Nunca penso em mim como escritora, apenas como alguém que escreve, que deve escrever.»
- Há dias em que só precisamos mesmo de dizer tudo aquilo em que temos andado a pensar, por nós e pelos outros, e perceber que, no fundo, era só isso que precisávamos para aliviar a tensão.
- A genialidade do Gregório Duvivier fica provada com a abordagem que ele dá às palavras na peça O Céu da Língua. Nem é preciso dizer mais nada.
- Que estranho encontrar locais de trabalho onde a sensação deixada é a de que se preocupam e querem mesmo ouvir as queixas que temos. Que estranho isto ser estranho.
- A música pop em Portugal faz-se diferente, talvez fosse mais country ou algo do género se a fôssemos tentar encaixar num panorama musical diferente. O certo é que estava a ver o concerto do João Só com o Tiago Nogueira e é muito reconfortante ver concertos acústicos. Sempre achei aquela frase do Salvador Sobral sobre a música não precisar de fogos de artifício um pouco intriguista, quase a desvalorizar a música que é diferente, mas é sobre isto. Às vezes mais vale música com pouca produção e que nos chega no imediato.
- Nunca vou perceber quem não gosta de fazer nada sozinho. Não é preciso fazer tudo sozinho, mas é tão bom poder fazer coisas sozinho, só a aproveitar a nossa própria companhia.
- Era um domingo normal, mas acabou comigo e com o Diogo a assistir ao filme-concerto de Harry Potter e a Pedra Filosofal, com a Orquestra das Beiras. Experiência gira, pena não ser num local com cadeiras confortáveis para tanto tempo sentados.
- Ah, o horário em que dá para aproveitar o sol ao fim do dia. A vida é melhor nesta época do ano, não há dúvidas.


ainda sem comentários