notas de março

O meu lugar preferido do mundo para estar é entre palavras.

Bem… entre palavras e entre o Douro e a Circunvalação.
Gosto de batons, de cães e de incluir referências a Taylor Swift em qualquer conversa. 

Sabe mais sobre mim aqui.

notas de março
diário de sofia
  1. Era isto, não era? Acho que era mesmo isto que imaginava quando me imaginava com uma vida adulta aqui. Talvez não fosse exatamente isto. Duvido que imaginasse como é chato pagar contas e organizar a vida para levar o carro ao mecânico. Mas era algo parecido com isto.
  2. Há uns tempos li um artigo que defendia que o quiet quitting era uma proteção contra o burnout, por ser uma estratégia em que o foco está naquelas horas e nada mais do que isso. Claro que o foco fica no horário normal porque há uma desistência de tentar dar mais a algo que claramente nos dá menos, mas não deixa de ser curioso pensar em quiet quitting quando já se teve um burnout
  3. Às vezes, queria não gostar de futebol. Achar que é um desporto da treta, não ficar chateada com resultados negativos, ignorar quem joga ou não. Infelizmente, até gosto de futebol, sei quem joga, fico chateada com resultados. Pronto, se calhar é melhor não ver muito futebol…
  4. O Harry, na entrevista ao Zane Lowe, diz que teve de pensar se continuava a fazer música porque era algo de que gostava ou se continuava porque sempre tinha feito música. Andamos todos a pensar e repensar a nossa arte, não andamos?
  5. Do nada, convidar um amigo para ir tomar café de manhã cedo e lembrar-me constantemente de que também são estas as coisas boas de trabalhar em casa e ter alguma flexibilidade de horário.
  6. Tirei o aparelho, tirei o aparelho, tirei o aparelho, tirei o aparelho!!! Hoje é só isto mesmo.
  7. Alguém pode perguntar ao Rui Reininho se ele se escondia na Bellevue porque é na Boavista que há as camélias mais bonitas da cidade?
  8. Aceitar um convite profissional enquanto blogger, mil anos depois, quando já nem se usa ser blogger… às vezes é mais ir à descoberta, mesmo.
  9. Queria ter algo a dizer todos os dias, mas há um motivo para eu nunca ter sido muito boa a manter diários…
  10. Pronto, admito. Não tenho coisas a dizer todos os dias.
  11. O discurso do Presidente da República sobre o Porto, that’s it, é tudo o que tenho a dizer hoje. Que discurso bonito! Espero que quem escreve os discursos dele tenha um bom salário.
  12. Isto podia ser um post motivacional do LinkedIn, mas realmente poder ir trabalhar para um café no centro comercial enquanto se leva o carro à revisão faz muito pelo equilíbrio trabalho/resto da vida. E é por isso que, cada vez mais, vamos encontrar pessoas exigentes em relação àquilo que as empresas oferecem para lá do salário.
  13. Se tenciono comer esparguete todas as semanas porque passei meses sem conseguir comer por causa do aparelho? Oh, sim, é bem possível que sim.
  14. O Ponto 2 é, sem dúvida, um dos meus cafés preferidos no Porto. Melhor de manhã, ótimo em dias de sol para aproveitar a esplanada, sempre bom para provar um bolinho. Fica a dica. Mas não a partilhem muito. Gosto dele mais tranquilo.
  15. D’A escrita como uma faca, de Annie Ernaux: «Nunca penso em mim como escritora, apenas como alguém que escreve, que deve escrever.»
  16. Há dias em que só precisamos mesmo de dizer tudo aquilo em que temos andado a pensar, por nós e pelos outros, e perceber que, no fundo, era só isso que precisávamos para aliviar a tensão.
  17. A genialidade do Gregório Duvivier fica provada com a abordagem que ele dá às palavras na peça O Céu da Língua. Nem é preciso dizer mais nada.
  18. Que estranho encontrar locais de trabalho onde a sensação deixada é a de que se preocupam e querem mesmo ouvir as queixas que temos. Que estranho isto ser estranho.
  19. A música pop em Portugal faz-se diferente, talvez fosse mais country ou algo do género se a fôssemos tentar encaixar num panorama musical diferente. O certo é que estava a ver o concerto do João Só com o Tiago Nogueira e é muito reconfortante ver concertos acústicos. Sempre achei aquela frase do Salvador Sobral sobre a música não precisar de fogos de artifício um pouco intriguista, quase a desvalorizar a música que é diferente, mas é sobre isto. Às vezes mais vale música com pouca produção e que nos chega no imediato.
  20. Nunca vou perceber quem não gosta de fazer nada sozinho. Não é preciso fazer tudo sozinho, mas é tão bom poder fazer coisas sozinho, só a aproveitar a nossa própria companhia.
  21. Era um domingo normal, mas acabou comigo e com o Diogo a assistir ao filme-concerto de Harry Potter e a Pedra Filosofal, com a Orquestra das Beiras. Experiência gira, pena não ser num local com cadeiras confortáveis para tanto tempo sentados.
  22. Ah, o horário em que dá para aproveitar o sol ao fim do dia. A vida é melhor nesta época do ano, não há dúvidas.

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