coisas que iluminaram o mês #13

retrospetiva mensal

Janeiro. Mentiria se dissesse que foi um mês simples. Foi um mês que me obrigou a uma certa desconstrução. Comecei-o a ir à praia ver meio pôr-do-sol e pensar neste ano. Tirei um siso no início do mês e vi mais progressos no aparelho, algo que me deixa mesmo feliz. Fiz mais vídeos no TikTok, mas não fui tão regular como esperava. Comprei livros, porque ter 70 por ler pareceu-me pouco. Também li muito, mas isso já começa a ser habitual. Vacilei em momentos em que não devia. Amaldiçoei janeiro por passar tão devagar e por passar tão depressa. Escrevi poemas. Comi francesinha, algo que merece sempre ser assinalado. E comecei mesmo a trabalhar num novo livro, embora devagarinho. Janeiro. O mês longo, em que a energia de mudança de ano se esgota tão rápido. O mês em que tudo parece possível, até que vai deixando de parecer. O mês em que não deviam estar 20 graus ao sol. O mês em que vimos Voz de Cama, conhecemos novos lugares, chorámos em colos inesperados e agradecemos aquilo que temos enquanto não conseguimos o que nos falta. Janeiro.

Janeiro num relance

Este mês li…

O ano começou com boas intenções e o objetivo de ler 70 livros até parecia bem encaminhado… já o objetivo de reduzir a pilha de livros por ler nem por isso, porque comprei alguns livros e ebooks, mas o que é que uma rapariga pode fazer? Li muitos autores portugueses este mês. Comecei por ensaios da Fundação Francisco Manuel dos Santos, foi às crónicas do Ricardo Araújo Pereira, finalmente li o Tudo é Rio, dei um saltinho à não-ficção sobre aplicações de encontros, desiludi-me com o MEC, apaixonei-me pelo (por?) Chipre, voltei à Djaimilia Pereira de Almeida, tive duas Monicas a não cumprir os mínimos, uma mais do que outra, tenho já um candidato a favorito de favoritos (o lindão do What Writers Read) e ainda dei um saltinho à obra do José Luís Peixoto, que nunca tinha lido. Mês preenchido, portanto.

@asofiaworld {livros de janeiro} o ano começou bem no objetivo de ler 70 livros… já no objetivo de reduzir a pilha de livros por ler nem por isso, porque comprei alguns livros e ebooks. mas o que é que uma rapariga pode fazer? 🤷‍♀️ – a religião dos livros, carlos maria bobone; – idiotas úteis e inúteis, ricardo araújo pereira; – vale a pena?, inês fonseca santos; – o hóspede de job, josé cardoso pires; – tudo é rio, carla madeira; – swipe, match, date, rita sepúlveda; – a vida inteira, miguel esteves cardoso; – a ilha das árvores desaparecidas, elif shafak; – luanda, lisboa, paraíso, djaimilia pereira de almeida; – really good, actually, monica heisey; – what writers read, pandora sykes; – para interromper o amor, mónica marques; – morreste-me, josé luís peixoto. *** #aswreadings #booktokportugal #booktok #readingwrapup #januaryreadingwrapup #livros ♬ Beat Goes On – The All Seeing I

O que vi…

Este mês, acabei a terceira temporada de L’Amica Geniale, a adaptação da tetralogia da Elena Ferrante, por isso aguardo ansiosamente a quarta. Gostei muito da adaptação, está muito fiel aos livros, com um elenco muito bom.

Também aproveitei para ver algum stand up: vi o solo da Bumba na Fofinha, de que falei aqui, mas também vi o Incerto, o solo do Vitor Sá, e Talvez Resulte, da Luana do Bem, ambos disponíveis no Youtube. Não acompanho o trabalho destes dois humoristas, mas vi o Vítor Sá abrir o solo do Guilherme Fonseca no Hard Club e queria vê-lo num espetáculo só dele — em muitas coisas gostei mais do solo dele. Já a Luana do Bem é alguém cujo humor não acompanho, por isso acabou por ser uma forma de perceber o tipo de piadas que faz.

O que ouvi…

Se em anos anteriores estava a fazer playlists mensais este ano decidi que a abordagem seria diferente. Não vou fazer aquela coisa de uma música por dia, mas tenho estado a reunir as minhas favoritas das que ouço em cada mês numa playlist:

        <center><iframe style="border-radius:12px" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/73NuRzz6zJZch0vLQcE69k?utm_source=generator" width="100%" height="352" frameBorder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy"></iframe></center>       
    <p>Além da música e dos <em>podcasts</em> habituais, estou a recuperar alguns episódios do <em>Somos Todos Malucos</em>, o <em>podcast</em> do António Raminhos. É um <em>podcast</em> focado em saúde mental e o episódio que quero destacar é precisamente de janeiro: o episódio com o Guilherme Geirinhas.</p>      
        <center><iframe style="border-radius:12px" src="https://open.spotify.com/embed/episode/1Kfsn4RkhBEgVJLijqbkj8/video?utm_source=generator" width="624" height="351" frameBorder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy"></iframe></center>        
        <h2>Olhar para o futuro</h2>        
    <p><strong>Planos para o mês</strong></p><ul><li>Conseguir.</li></ul><p><strong>TBR para o mês</strong>

Então, math isn’t mathing: comecei o ano com 71 livros físicos por ler. Li 13 livros em janeiro, 11 deles físicos. Comprei 6 livros. Tenho 65 livros por ler. Este mês não devo diminuir muito porque vou andar a ler mais no Kobo Plus, mas a TBR está assim:

  • Stoner, de John Williams (para o Clube do Livra-te);
  • Cleopatra & Frankenstein, de Coco Mellors (para o The Characters Club);
  • Aqui Dentro Faz Muito Barulho, de Bruno Nogueira;
  • A Casa de Pineapple Street, de Jenny Jackson;
  • Friendaholic, de Elizabeth Day;
  • Margarida Espantada, de Rodrigo Guedes de Carvalho.

Sendo que tenho para terminar ainda:

  • Obra Poética, de Sophia de Mello Breyner Andresen;
  • Mulheres Invisíveis, de Caroline Criado Perez.

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